domingo, 25 de janeiro de 2009

O pior inimigo dos poetas

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A má notícia veio num dia destes no El País. Antropólogos como Helen Fisher, da Universidade de Rutgers de New Jersey, etólogos como Steve Buss, da Universidade Estatal da Califórnia, em Fullerton, psicólogos como como os do Face Research Laboratory da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, biólogos como Larry Young da Universidade de Emory e geneticistas como Hasse Walum, do Instituto Karolinska de Estocolmo, demonstraram que, afinal, amor não é "fogo que arde sem se ver", "ferida que dói e não se sente", "contentamento descontente", "dor que desatina sem doer" e congéneres, mas tão-só hormonas mais uns quantos processos evolutivos.
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Pode ser que a química seja o melhor amigo dos proletários, como garantia um panfleto do Maio de 68 que ensinava a fabricar cocktails Molotov; mas é o pior inimigo dos poetas."
Manuel António Pina (in a terravistadalua - Noticias Magazine #870 de 25 Janeiro 2009)

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