Dez aplausos é bem
no meio do teu querer
flor que sempre tem
uma alma sem poder.
Nove planos são lançados
na penumbra de um só ano
beijos, beijos são atirados
e na face caiem sem dano.
Oito princesas para um doce
vislumbrado dentre o casario,
falam à sombra como se não fosse
nem abraço nem desvario.
Sete acenos no horizonte
abrem janelas de um cristal
um barco, um rio, uma ponte
doçura quase brutal.
Seis risos, seis sais
seis rins, seis cores
seis luzes, seis cais
seis dias, seis dores.
Cinco lonjuras escapam aos dedos
tortos de tanto escrever
vontades assim pelos medos
paixões mudadas sem saber.
Quatro vezes o sino tocou
no castelo bem arrumado
o céu, a chuva, até o sol abanou
tudo foi ao ar lançado.
Três paredes sobreviveram
com tudo para alcançar
muitas letras se escreveram
olhos fechados, só quero te amar.
Dois tempos, a secar ao sol
saltam como risadas no aquém
sopradas sempre pelo fole
da viagem até Belém.
Um só minuto, um só passo
um só apelo, um só sinal
as mãos a viverem um só entrelaço
os olhos apertados até final.
Onze temas, onze amores
sempre floridos, o que faltava
as palavras, as festas, os odores
tudo belo sempre que te amava.
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Há 9 anos

1 comentário:
Poesia pra ser favorita. Inspiradora.
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